Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.
Aqui está um resumo:
Um comboio do metrô de Nova Iorque transporta 1.200 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 4.400 vezes em 2011. Se fosse um comboio, eram precisas 4 viagens para que toda gente o visitasse.
Não quero mais brincar de esquecer Meu coração ficou exausto Cansou de tanto relevar Tuas promessas não cumpridas Palavras esquecidas
Não quero mais brincar de esperar Meus sonhos todos despertaram Cansaram de aguardar você Em minhas noites mal dormidas De ilusões fingidas
Tchau Me deixa, eu to legal Vai ser bem melhor assim Eu mesmo cuidando de mim Eu mesmo me amando, só Eu quero ficar melhor Eu quero te dizer Tchau Me deixa, eu to legal Vai ser bem melhor assim Eu mesmo cuidando de mim Eu mesmo me amando, só Eu quero ficar melhor Por isso eu te digo Tchau… tchau
Não quero mais brincar de esquecer Meu coração ficou exausto Cansou de tanto relevar Tuas promessas não cumpridas Palavras esquecidas
Não quero mais brincar de esperar Meus sonhos todos despertaram Cansaram de aguardar você Em minhas noites mal dormidas De ilusões fingidas
Ontem almocei no SEMASA, um dos locais onde podemos (funcionári@s públic@s de santo André) almoçar diariamente por um valor bem simbólico. Sentei-me num cantinho e ouvi ao longe um sonzinho. Olhei para o meu lado e vi um casal almoçando com o celular ligado. Achei meio absurdo, falta de respeito, mas relevei pensando “nem dá para distinguir que música é, pior que fosse um funk no último volume”. Pois nem bem terminei este pensamento e a mulher começa, com a boca cheia de comida, a cantarolar em alto e bom som, forçando um pouco os agudos : “Em nome do paaaaaaiiiii…”
Ai, vamos lá. Acorda e vê se vai. Primeiro a música, depois sai. O encontro é sempre bom. Este, questionador. rs… E vai rolar a festa e também já tá lá. E a conversa no caminho? Ah sim, não acontece só comigo. Ufa! Alimento do corpo? Onde? Nossa, aqui neste lugar de matérias destruídas! Mas foi ótimo. Rápido, mas ótimo. Ih! Em cima da hora de novo, mas respiram aliviadas porque cheguei! Nossa…Corre lola, corre! Agora, um prá lá outro prá cá. Um para o corpo, outro para a alma dos pequenos e das pequenas.
E depois ainda tem desabafo de quem briga com o desafio que pode amadurecer sua vida:
“Como é difícil educar!”
Mas ria e perca toda a concentração e seriedade do momento, a louca está! Eita! Tá bom. Sente e conte tudo de cada um. Olha só: chuva e ventania! Só quero minha casa e ele, o menino de cachinhos. Pode ser? Valeu!
O quê? Uma escola que proíbe poesia lá no meu primeiro mundo? Ah não! E mais, papinha industrializada de feijoada para bebê. Socorro!
Ah! Que bom! A grande figura feminina está aqui. Que emoção! Bem-vinda, querida. Bom saber que estamos mais próximas! Vamos nos abraçar em breve e tudo pode passar.
Para não dizer por aí que a primavera é feita só de flores, aqui, no miolinho dela, temos o mês de escorpião #arrepiomodeon. E eu sentindo o clima estranho no ar, consultei uma das minhas amigas astrólogas (sim, no plural porque uma aquariana como eu, ou é da área, ou conhece a nata da área mística, esotérica, astral & afins) e ela me indicou um texto fresquinho onde ela destrinchou esta época e…
ESPANTO!
Tudo que ando sentindo, querendo, pensando etc., etc. e etc. aparece misteriosamente num texto revelador…Eu, hein?!
Nem sei se a sensação é de alívio ou de medo…Sei bem que a sensação é arrebatadora!
Qualquer semelhança entre os trechos abaixo e tudo o que estou vivendo externa e internamente, jamais poderia ser mera coincidência!
Pode ser um amor que lhe prenda, uma amizade que sufoca ou um trabalho que não lhe realize. É qualquer situação que , não importa o que você faça, continua não sendo plena. Este mês é o mês da ação, é tempo de parar de se auto sabotar.
(…)
É tempo de sair da zona de conforto! Só tome cuidado com uma coisinha. Não risque a tolerância, a empatia e a compreensão do seu dicionário. E isso não é só com os outros não. É com você também. Olhe com carinho e objetividade para o que precisa mudar, faça a mudança e siga em frente. A fila tem que andar. Mas se vir alguém empatando a fila tenha paciência também. Dê a oportunidade do outro mesmo se tocar que está atrapalhando o fluxo.
Posso me lembrar deles como protagonistas de um ritual de amantes da fotografia (e eu venho de uma família de amantes da fotografia). Ritual com toda cara de primitivo: uma roda de pessoas, um punhado de monóculos fotográficos… Aquele que vê, profere um comentário instigante e passa para o amante a pessoa ao lado e por aí vai. Um momento de união pela imagem e o que ela representa. E o dia se passava preenchido de memórias e conversas sobre aquelas fotografias. Lembra?
Fico cheia e transbordando de mim quando vejo um filme de Almodóvar. Se tem alguém que sabe me trazer a arte à flor da pele é este cineasta espanhol simpático e excêntrico. E para mim, a vida é muito Almodóvar.
Viver não é previsível, perfeito, cor-de-rosa ou da tua cor preferida. A vida é boa e desagradável.
Compartilhar o todo é o que nos une.
Daí que me encontro de repente usando uma lente de aumento para os eventos simples e cotidianos. Teve aquele momento que para alguém o simples fato de eu aparecer brotou num sorriso e recebi o apelo para rir junto, risos compartilhados. Enquanto algo tão singelo (e cotidiano) acontecia me perguntava mentalmente quando e como havíamos construído aquele vínculo. Como e quando coisas abstratas e profundas assim se constroem?
Mas também teve o momento em que ao me ver, lágrimas rolaram de um rosto. O apelo por um abraço e acolhida, “um flit paralisante qualquer”, como diria cazuza. Novamente a dúvida. Como? Quando?
Porque o bom é viver os vínculos, partilhar de vidas…
Mas é tão incrível a profundidade do que se cria em menos de 200 dias compartilhados. Eu me construo em meio a tudo isso.
Espanto…
E perceber continua sendo conceber. Sou a criatura do que vejo e do que vivo. E é tudo tão Almodóvar!
Foi num show do QSUB, lá pelos idos de 2005 que a conheci. Deu vontade de rir e chorar. Ficar com ela…Vez em quando tento esquecer, vez em quando tenho que esquecer, mas ela volta assim, tão perfeitinha que só ela que não tem jeito! Rola uma, duas, três, quatro ou cinco por dia. Agora anexei ela à minha vida, ao meu celular mais propriamente dito. Se você me ligar, ela é que vai tocar e me fazer sorrir (nem vou me importar se for engano). É esta música linda aí embaixo, amor à primeira ‘ouvida’!
Tenho a dizer que a segunda-feira é o dia mais sem fantasia que pode existir.
Que seja dia sem poesia é obviedade, de se esperar. Mas para além disso, segunda-feira é sem fantasia. Não dá ainda para sonhar com sorrisos de outros dias. É bom passar no banco, conferir o saldo para não passar do limite. Supermercado porque acabou o papel, dingobel! No trabalho, papel não acabou e não acaba. Mais fácil a gente se acabar em papel.
Segunda-feira não tem respiração profunda, mente quieta e coração tranquilo. Bom é que das 24 horas não passa, ainda que contraditoriamente, gostaríamos que passasse, para dar conta de todo o excesso de realidade. Mas não passa. E a segunda-feira já passou. Ótimo, porque a próxima segunda-feira emenda-se feriado e ela vai graciosamente se confundir e nos permitir fantasiar. Ufa!
Esta semana estive com meu homeopata para mais uma vez chorar enxaquecas no consultório. Ele tá achando melhor retirar a parte acima do meu pescoço para ver se as coisas melhoram por aqui!
Mas, brincadeiras à parte, se você não se trata com homeopatia talvez não vá entender, mas agora o Dr. sabe de mim coisas que até então só eu e meu umbigo lindo sabíamos concretamente e outras que nem eu nem o umbigo estávamos à par até então. Como ele é um bom homeopata, além de receber o “relicário”, remexeu, cutucou, receitou uma poçãozinha e tcharã…me aliviou não só a cabeça, mas também meu coração, minha mente enfim, o tal do umbigo tá todo animadinho e a autora das certezas provisórias vai saindo do casulo!
Na homeopatia eu acredito e estou de volta (o blog também, tá?!)