Quem vê o que?

uvaA letra é o desenho/registro do som que eu expresso com a voz, certo?

Ou não?

A discussão em torno de métodos de alfabetização parecem não partir de um princípio tão básico.

Na Folha Online de hoje tem uma matéria que mostra a involução do MEC neste debate. A idéia é um possível retorno ao método fônico, aquele do “Vovó viu a uva”. O mesmo que fez Paulo Freire questionar: Que uva? Afinal, que significado tem a uva para alguém que nunca experimentou uma???

Numa das partes da matéria, lê-se o seguinte:

“O ponto mais discutido desse debate divide educadores da linha construtivista, predominante na maioria das escolas públicas e privadas do país, e defensores do método fônico, priorizado hoje em vários países desenvolvidos.”

Enquanto isso, no Plano Político Pedagógico de Santo André:

” não se trata de fixar-se em uma postura diretiva ou não-diretiva, tradicional ou progressista, piagetiano ou vygotskiano, enfim: há que organizar-se estrategicamente, considerando o maior número possível de variáveis que aparecem na prática pedagógica. Cada situação, objetivo, conteúdo, atividade, procedimento, grupo, cada circunstância requer uma reflexão específica para estabelecimento das linhas de ação do professor…

Ao invés de sermos professores tradicionais ou professores construtivistas, piagetianos, skinnerianos, pós-estrutulalistas, se trata de sermos professores, sem atermo-nos a rótulos ou tendências. O que buscamos é a reflexão permanente sobre o ato pedagógico…”

E viva a diversidade!

*****

Falando nisso, quem é Fernando Haddad?

Vou tentar descobrir e já volto!

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4 comentários sobre “Quem vê o que?

  1. O Prof. Dr. Fernando Haddad, atual ministro da educação, proferiu a seguinte frase: “… O processo educacional é dado a partir da ampliação do horizonte do estudante e não do dirigente do Ministério da Educação”. A aparente boa intenção se perde no esquecimento de que dirigentes (competentes) também são estudantes, aprendizes. Talvez seja esse o nó ainda a desatar, não?

  2. Acho que o que é necessário é, antes de qualquer outra coisa, ensinar a ler, o que o método Paulo Freire não faz direito. Foi abandonado em todos os países em que foi experimentado, menos no Brasil, onde é uma espécie de ícone sagrado.

    O método Paulo Freire, mantido não por sua pretensa eficiência, mas puramente por ideologia, é uma das principais causas da repetência, que levou ao crime da aprovação automática.

  3. Bruno,
    Tuas fontes não devem estar precisas.
    E, além do mais, compreender é realmente mais difícil não apenas na alfabetização. Compreender fontes e seus interesses também é tarefa para ações educativas mais humana.

  4. Bruno,
    Realmete não sei de onde vc tirou isso!!
    O método Paulo Freire não foi mantido no Brasil, tanto é que o proprio foi exilado por conta de suas idéias, o que foi mantido foi a técnica pura, seca e sem ideal, transformada no Mobral.
    Do método de Freire, desconto somente o fato dele também utilizar a silabação, mas ele esteve protegido por uma metodologia centrada no educando, por uma pedagogia libertadora, defenssora dos oprimidos.
    Foi pobre, passou fome, e encontrou a libertação na palavra!!

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