transbordamento da escola

O simpático professor António Nóvoa acaba de assumir a reitoria da Universidade de Lisboa. Na última quarta-feira falou no 4º Congresso Internacional sobre Avaliação na Educação, em São Paulo Paulo, sobre o ‘transbordamento da escola’, que é como ele define a saturação de missões atribuídas a esta instituição. Eu, educadora que há tanto partilha deste sentimento social em derrubar a escola, senti pela primeira vez com firmeza a vontade de repensar e refazer o ambiente escolar sem acabar com a organização secular reponsável por grande fatia do ato de partilhar o saber.

novoa.jpgNóvoa propõe a avaliação institucional das escolas e a avaliação profissional dos professores como armas frente ao descrédito da imagem pública da escola nesta crise contemporânea.

Apesar do leque de outros dispositivos de formação, escolas e seus profissionais não são ‘dispensáveis’ como propõe hoje alguns segmentos da sociedade da informação.

Em sua fala, Nóvoa deixa claro que a escola precisa ‘desfazer-se de seu caráter internalista’, ‘libertar-se da carapaça tornando-se mais vulneráveis, mas ao mesmo tempo permitindo a abertura de um processo evolutivo’. E, o educador precisa desfazer-se da individualidade, permitir-se à atuação coletiva com seus pares.

Concordo. A criação destes laços relacionais entre escola, educadores e comunidade é a chave para a inter-compreensão desta tríade, mesmo que no processo os conflitos sejam inevitáveis.

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