a cor da cultura

imgconteudocorcultura.gifNa última sexta-feira fui com Rosângela e Catarina (diretora e assistente pedagógica da EMEIEF em que trabalho) representar  nossas escolas no projeto “A Cor da Cultura” num encontro entre os municípios de Santo André, Diadema, Campinas e Osasco (este último com a Fundação Bradesco). Entre cafézinhos, palhaçadas de Zé e Batatinha (clowns de santo andré), a importância da discussão da lei 10.639. O mais marcante no encontro foi o relato da professora Kio sã (não sei ainda a grafia correta). Ela contou que:

Num encontro entre promotoras de justiça em que ela foi palestrar, a única criança na sala, um menino de seis anos, participou com três intervenções importantes:

cordacultura.jpg1. “Kio sã, eu estou entendendo tudo o que você está dizendo. Só uma palavra que você usa a todo momento eu não entendo. O que é ‘racismo’?

Ela explicou o termo para o garoto utilizando as diferenças entre cores e continuou a palestra.

2. Kio Sã, por que algumas pessoas brancas acham que são melhores que pessoas negras?

Ela disse que aquela pergunta revelava que ele tinha vivido algum tipo de situação como aquela e pediu que o garoto relatasse. Ele disse que não queria. Ela então deu uma explicação breve e continuou a palestra. No momento em que Kio sã terminava um relato de preconceito contra ela quando estudava na primeira série em um colégio de freiras, o garoto levantou a mão dizendo “quero contar o que não contei naquela hora”

3. Na minha escola, uns garotos pulam e gritam que sou preto e feio porque sou sujo, mas eu não sou sujo porque tomo banho 2 ou até 3 vezes por dia, não é mãe? – a mãe do garoto, olhou-o assustada. E ainda tem uma menina que só vem falar comigo para dizer uma coisa: que sou preto, feio e sujo e que a mãe dela disse que todo preto tem chifre. Mas eu olho no espelho todo dia e vejo que não tenho chifre.

O garoto, em todas as intervenções fez um pedido de que Kio sã visitasse seu colégio. Ao final, cumprimentou-a pela palestra e reforçou o pedido.

A mãe revelou que sabia apenas da situação com a garota e disse não ter coragem de pedir providências a uma professora branca pois temia que a mesma passasse a perseguir seu filho em aula. Perguntou às outras promotoras, se estas achavam que devia fazê-lo e recebeu em coro um “claro!”

Kio sã advertiu a mãe do garoto que este precisa de um exemplo nela e questionou o ‘porquê’ deste ter contado a ela uma das situações. Será que porque nenhuma atitude foi tomada?

Quem é que diz por aí que o Brasil não é racista??? 

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4 comentários sobre “a cor da cultura

  1. adorei esse projeto a cor da cultura , essa é a chance de resgatar a cultura afro-brasileira no nosso país e permitir que todos vivem em um mundo sem preconceitos!

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