desce um, desce mais…

Acompanhada pela dupla carlos&stela assisti hoje ao evento letra da rua, atividade que integrava o Ruas e o corredor literário no itaú cultural.

A poesia era encarnada em cena pelos poetas do sarau cooperifa e eis que sobe ao palco Alice Ruiz. Poetizou e me revirou com os seguintes textos:

Do jeito que você queria
(Celso Loch e Alice Ruiz)

 

vontade de ficar sozinha
só pra saber
se você ia
ou vinha
quando deixou
esse bagaço
no meu peito
pedaço estreito
defeito na mercadoria do jeito
que você queria

misc_alice.jpg

Devia ser proibido
(Itamar Assumpção e Alice Ruiz)

 

devia ser proibido
uma saudade tão má
de uma pessoa tão boa
falar, gritar, reclamar
se a nossa voz não ecoa
dizer não vou mais voltar
sumir pelo mundo afora
alguém com tudo pra dar
tirar o seu corpo fora
devia ser proibido
estar do lado de cá
enquanto a lembrança voa
reviver, ter que lembrar
e calar por mais que doa
chorar, não mais respirar (ar)
dizer adeus, ir embora
você partir e ficar
pra outra vida, outra hora
devia ser proibido…

Terminado o espetáculo, descansado meu peito, respirando novamente os meus poros, partimos para a Casa das Rosas, onde acontecia o coquetel de encerramento do corredor literário. Lá já não estava toda a inquietação anterior, mas a ‘quietação’ era demais. Partimos para um bom e velho boteco, onde findamos e brindamos a noite com bate-papo regado com cerveja gelada.

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