papel

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Sempre tive uma saúde tranquila. Bom porque sempre fui avessa a remédio!, mas, de uns tempos prá cá, adquiri uma ‘ I T E ‘, sinusite…

Tentava, ao ter crises horrendas, imaginar como, de onde isso veio…Após vários episódios de sinusite ano passado, num dia em que estava no meu limite de tentar entender o porquê, fui deitar já na madrugada. Os meninos daqui dormiam. TV ligada. Um filme começava. Percebi que era nacional e torci para que fosse algo interessante. Há tempos venho tendo vontades de ver um bom filme (não temos aparelho de DVD) outro lance que não entendia bem porque. Começa o filme ‘Bodas de Papel’. Dias antes ouvi falar do mesmo quando num outro canal a protagonista dava uma entrevista. Fiquei feliz. Filme lindo. Chorei emocionada com algumas cenas. Chorei emocionada por uma hora após terminado o filme.  Dá-lhe papel para assoar o nariz! E descobri porque ando tendo sinusite! Serendipiti!

Quando criança, era a mariachorona! Sou sensível ao extremo e  há tempos que não me dou espaço para canalizar esta minha necessidade gigante de chorar de emoção. Quando me tornei mãe, quis ser uma fortaleza. Percebi que preciso retomar a mim mesma. Me reencontrei e chorei de amor e alegria. Estava entupida de emoções (e catarro). No dia seguinte estive ótima, leve. Lembrei da minha paixão por cinema, cinéfila amadora (no bom sentido de amante ). Percebi que não posso renegar minha essência. Descobri que minha sensibilidade pode contribuir com o caminho de vida de meu Caetano. Fiquei de cara omigo. Apaixonada!

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4 comentários sobre “papel

  1. Nossa,vc me fez remexer num quarto escuro e bagunçado aqui na minha cabeça..ando em busca de mim mesma agora que coloquei minha pequena de dois anos na escola.E sei a importância de achar,pra mim e pra ela.
    AH..E qto a sinusite pare um pouco de tomar leite,visite o blog da Sonia Hirsch ela ela fala bastante disso.
    bjs e obrigada.

  2. não assisti o filme, mas pude sentir daqui a delícia do teu reencontro com o cinema. e contigo mesma, com essa sensibilidade que andava escondida. ser mãe é assim, cabe tudo. transborda. nunca sobra, nem falta.
    bjo bjo bjo

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