na sociedade que destrói raízes

antajoanaracista

Daí você acorda numa quinta-feira de férias, toma café com seu filho que acabado de acordar apresenta aqueles cachos displicentes encantadores, organiza a casa para garantir um dia bacana e então senta-se para verificar as novidades online. Uma pontinha de mau-humor invade teu lado ativista materna ao saber que o protagonismo da mulher no parto está sendo novamente atacado por estas instituições de saúde que mais parecem instituições hoteleiras. Começa a acompanhar o movimento em torno do ataque e o queixo cai quando alguém comenta de uma postagem racista na página de uma maternidade queridinha do glamour intervencionista paulistano. Hein?! Não pode ser. Vamos lá conferir. O queixo tomba e o café da manhã ameaça voltar e emporcalhar meu teclado. Nojo. O nojo e o repúdio leva com força meu dedo do meio à tecla “printscreen”, de lá, todos meus dedos se fortalecem e partem para uso dos editores gráficos. Pronta a imagem de repúdio acima, compartilho no meu mural e no mural da página nojenta, que lógico, excluiu e me bloqueou. Me senti bem de ser bloqueada por uma página que me causa nojo e horror. A imagem acima, nestes 3 dias, foi compartilhada 586 vezes. A maternidade nauseante diz que o que houve foi má interpretação de quem leu o post, mas deletou o mesmo, claro! Porém todos os veículos da imprensa que publicaram o caso (confira os links no final do post) grifou a frase que abria o texto no blog:

“Muitas crianças nascem com os cabelos crespos ou rebeldes demais. Com a adesão cada vez maior às técnicas de alisamento, algumas mães recorrem a essas alternativas para deixarem as crianças mais bonitas”

Dá para interpretar isso como não sendo incentivo a práticas racistas?

Passei anos sem aceitar meu cabelo por conta de afirmações como esta veiculada pela Maternidade Santa Joana. Hoje sou uma mulher muito mais feliz com um cabelo volumoso que exibe toda a beleza imponente e ancestral da África. Não admito que este tipo de propaganda circule impune por aí para detonar a identidade e a confiança de crianças, incluindo aí meu Caetano que diz prá todo mundo por aí:

“Eu sou preto!”

e quando alguma pessoa se espanta com a afirmação, responde:

“Sou preto e branco… Sou preto sim, olha meu cabelo!”

mais sobre o caso:

G1

UOL

ESTADÃO

TERRA

FOLHA SP

BAND

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